Categoria: ‘Minha Própria Família’

A Caminho do Casamento do Nosso Caçula — Conclusão / Nova Iorque III

6 de agosto, 2008

Voltamos da nossa viagem aos Estados Unidos, no dia 01 de julho de 2008. Sobraram preciosas lembranças, quatro malas para desfazer e muitas fotos para revelar e colocar nos álbuns para mostrarmos aos amigos e parentes que nos visitam. Os “facebooks” e “Orkuts” dos meus filhos e os dos parentes dos noivos também estão repletos de fotos comentadas conforme a perspectiva de cada um.

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Os dias logo depois do casamento foram muito cheios de atividades e não sobrou tempo para completar o que eu havia escrito e para organizar as minhas anotações. Pensava comigo mesmo: “quando chegar, completo tudo”. Mas, uma vez no Brasil, parece que os dias ficaram mais cheios ainda…

Agora já estamos todos em casa, sem incidentes maiores—um casal de filhos (com nosso primeiro neto em formação) está de volta a Bangladesh; os noivos retornaram a Los Angeles depois de passar a lua-de-mel em Havaí; nossa filha e nora chegaram bem dos seus estudos na Alemanha; e o nosso filho do meio ainda conseguiu passar uns dias com uns amigos, em Pennsylvania, antes de regressar.

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Ninguém adoeceu na viagem—nem ao menos um resfriado ou distúrbio gástrico nos perturbou. Todas as malas chegaram aos seus destinos—apenas uma demorou dois dias para re-aparecer dos caminhos obscuros do tráfego aéreo, mas já no fim da jornada – e ela chegou intacta. Não merecemos tantas bênçãos e somos muito gratos a Deus pelas alegrias, belezas e confortos dos quais pudemos desfrutar.

Estou sem saber se ainda tento resumir os dias e eventos de lá ou se meramente continuo com novos assuntos. A nossa viagem teve três fases—Nova Iorque, Boise (Idaho) e Seattle (Washington). Agora voltarei a escrever um tiquinho mais sobre como fomos tratados em Nova Iorque e, na postagem seguinte, continuarei com alguns pensamentos sobre missões urbanas, refletindo sobre os esforços de dois pastores (Tim Keller e Mark Driscoll) em duas igrejas que visitamos nos domingos que passamos nos EUA (em Nova Iorque e Seattle). Talvez, em outra hora, eu ainda consiga contar algumas impressões do casamento e sobre a preciosa estadia e convivência com nossa família. Veremos…

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A Caminho do Casamento do Caçula—Nova Iorque

20 de junho, 2008

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Por falta de tempo, apenas agora estou tentando completar estes pensamentos que iniciei em Nova Iorque. É cedinho de manhã, em Boise, onde já estamos reunidos como família. Todos dormem ao meu redor—em três quartos, em colchões de ar na sala… Depois de centenas de horas acumuladas pela família Portela voando pelos ares deste planeta, e mais algumas outras em carros emprestados ou alugados, e depois de muitas mensagens de texto enviadas via celulares para avisar onde estamos e quando esperamos chegar, estivemos alojados todos juntos numa casa por dois dias, saindo para ajudar com as preparações, fazer compras, tirar fotos…

Hoje é dia do ensaio do casamento e do rehearsal dinner (jantar do ensaio onde os pais do noivo custeiam um jantar para todos os participantes). Também pousarão dois dos meus irmãos, com suas outras metades, no aeroporto daqui, iniciando a incursão da minha família norte-americana. Serão mais encontros e reencontros pois a família tem crescido e ainda não conheço cônjuge e filhos de algumas das minhas sobrinhas. Minha filha e nora devem acordar daqui a pouco pois querem rodar os yard sales da área comigo (liquidações de vizinhos de uma rua, onde colocam tudo que não querem mais no quintal da casa) antes de irmos para a igreja ajudar na decoração do salão de recepção.

Faz três anos que estive nos Estados Unidos pela última vez (para casar o nosso mais velho) e 34 desde que morei neste país (mas não sou americana).

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A Caminho do Casamento do Caçula—A Viagem

20 de junho, 2008

Pedaços de relatos enviados a parentes e amigos
De Betty (mãe do noivo)… (11 da noite)

Estou sentada num avião da Delta Airlines a caminho de Nova Iorque—com Solano num lado e Daniel (nosso filho) no outro. Aline (nossa nora) saiu quase simultaneamente num vôo da American e Grace (a nossa filha) estava para partir uma hora depois para Washington pela United para pegar uma conexão para Nova Iorque. Mas ligaram para dizer que o vôo dela ia atrasar e, assim, ela já sabe que perdeu a sua conexão. Todo mundo tem o endereço do hotel e esperamos nos encontrar lá… Pretendemos passar três dias fazendo turismo juntos e depois partimos para Boise…

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… Agora estou no hotel na Ilha de Manhattan. Mas não no quarto, numa saleta em baixo. São nove horas aqui, da manhã, e o quarto apenas vai ser desocupado às duas da tarde. Eu me ofereci para ficar perto das nossas malas (Eles tem um quarto para guardá-los mas todos os hóspedes tem acesso a ele, portanto nos parece precário deixar os computadores lá). Solano saiu com Dani e Aline. A Broadway é duas ruas para cima e eles foram passear um pouco e achar algo para comer (e me trazer depois). Estou bem contente em ficar aqui quieta. Depois de voar, estava precisando de colocar as pernas para cima. Puxei um sofá junto do outro e estou confortável. Também quero estar aqui para esperar a Grace, coitada!… Ela ficou triste quando soube da perda de conexão e do atraso. Era para todo mundo estar aqui até meio-dia.

Quem se saiu melhor, desta vez, na imigração e alfândega dos EUA foi o brasileiro Solano. Normalmente é o oposto.

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Casando o Nosso Caçula I

19 de junho, 2008

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Esta é a semana do casamento do nosso caçula. Já estamos na cidade em que ele pretende se casar, o Senhor Deus permitindo—Boise, em Idaho, nos Estados Unidos. Saímos de São Paulo na “sexta-feira 13”, deste mês de junho, juntamente com outro filho (e sua esposa) e nossa filha. Ao mesmo tempo, o mais velho partiu do outro lado do planeta, de Bangladesh, para Calgary no Canadá, via Londres, acompanhado por sua esposa e um serzinho ainda invisível que estão chamando de “baby Portela” (sim, esperamos ser avós daqui a pouco!). Agora, estamos com todos os nossos quatro filhos juntos, por três dias e meio! É algo com que tenho sonhado por longo tempo! Estou muito contente—faz dois anos e meio que não temos este prazer.

Estivemos em Nova Iorque, fazendo um pouco de turismo com aqueles que subiram conosco. Mais tarde, vou tentar compartilhar algumas impressões da nossa viagem e dos nossos passeios.

Abraços, Betty

Caminhando Juntos… Durante 35 Anos…

9 de junho, 2008

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Alguns Minutos depois do “Enforcamento”
Bowmanville, Ontario, Canadá
09 de junho de 1973

Hoje, 09 de junho de 2008, meu marido e eu celebramos 35 anos de casamento. Bodas de Coral. Quando fizemos 25 anos, já era muita coisa. Nosso filho até chegou de surpresa do Canadá para nos ajudar a celebrar! Jantamos fora como família e fizemos um culto de gratidão na igreja no domingo subseqüente. Lá eu li uma poesia para meu amado companheiro (que pode ser visto aqui). Até hoje, ainda tem gente que brinca comigo, perguntando como vai o meu “pimenteiro”.

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1973. Primeiro Mês de Casados. Filadélfia, EUA
Mantendo a Comunicação com Nossas Famílias

Passaram-se mais dez anos. De certo modo, voaram.

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A Última Formatura

17 de maio, 2008


Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres.
Salmo 126.3

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The Master’s College, Santa Clarita, Califórnia.
Recebendo o Diploma das Mãos do Presidente, John MacArthur

Quero compartilhar uma grande alegria. Na sexta-feira, dia 09 de maio, completamos e encerramos a tarefa de educar os nossos filhos. Foram 27 anos de esforços educativos, para um, dois, três e depois quatro filhos; para depois ir decrescendo, quatro, três, dois, um.

Tudo em escolas particulares e, quase sempre, evangélicas—integrando o empenho de pessoas cristãs no ensino acadêmico com os esforços da família e dos irmãos da igreja para criar os nossos filhos nos caminhos e preceitos do nosso Deus. Agora, nosso caçula se formou.

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Felicidade e Gratidão

31 de dezembro, 2007

31 de dezembro. Estamos no último dia do ano de 2007. Foi um ano cheio de desafios e lutas, mas também de bênçãos incontáveis. Termina com alegria. Nosso filho caçula chegou hoje dos EUA para passar 15 dias conosco. Faz um ano que a gente não se vê.

Estou alegre. O pai dele também. E Vovô. E Vovó. E a irmã. E o irmão. Só falta o irmão mais velho que mora na Ásia. Mas já aprendi a não exigir TUDO ou TODOS para ser grata a Deus. Além disto, vivo numa época de e-mails, chats, fotos e vídeos digitais e telefones VOIP. Assim, as possibilidades de “aproximação” intelectual, emocional e visual são muito maiores do que antigamente. Entretanto, não existe nada melhor do que poder tocar e abraçar, ficar lado a lado, conversar olho no olho, observar expressões e gestos e deleitar-se no vai-vem das conversas no grupo familiar.

Neste ano também, meus sogros vieram de Recife e agora estamos residindo juntos. Fazia quase 20 anos que morávamos distantes, vendo-nos apenas em visitas esporádicas. Registro aqui o privilégio do companheirismo de mãe e filho e também a beleza da natureza de Deus que estavam admirando.

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Ficamos encantados toda vez que a chuva cai nas “flores-do-Natal” que colocamos para enfeitar as janelas da nossa sala. Numa dinâmica diferente do que acontece com outras plantas, as gotas sempre parecem diamantes. Para mim, estas duas imagens representam um vislumbre da perfeição do céu que nos espera, em termos de relacionamento e de ambiente.

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Que, no ano vindouro, você também possa perceber a beleza que lhe cerca e saber que é presente de Deus não apenas para aquele momento mas, também, uma fraca antevisão da glória eterna que será nossa para gozar eternamente, juntamente com todos aqueles que lhe servem e adoram, se vivermos de acordo com as exigências e instruções do livro que Ele nos legou.

Feliz 2008!
Betty

Clicando o Presente, Perpetuando o Passado

5 de dezembro, 2007

Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de ti...
Filipenses 1.3

Já que estava com a “mão na massa” com a postagem anterior, resolvi escrever mais uma carta de reconhecimento—desta vez para a irmã do meu pai, uma senhora cristã, dinâmica e forte, que mora no Canadá. Esta tia tinha a mesma idade que minha mãe mas casou-se depois de mim.

Quando eu era menina, Tia H trabalhava com os irmãos na fazenda da minha avó (meu avô morreu quando eu tinha uns três anos). Além de tirar leite do gado, cuidava de uma enorme horta, dirigia o trator, trabalhava no campo… Também ajudava sua mãe com a casa. Era uma pessoa sempre alegre e disposta. Eu pensava que este seria o destino dela para sempre.

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E se eu estiver …. quando Jesus voltar?

16 de outubro, 2007

Assisti, recentemente, a uma programação para crianças numa igreja. O assunto era a segunda vinda de Cristo. A pessoa que falava era bem treinada e, provavelmente, havia dado a mesma lição muitas vezes—uma numa série de lições preparadas pela organização que representava. As crianças estavam atentas e, no início, eu também. Ele começou a falar sobre a importância de estarmos preparados para a volta de Cristo. Em algum momento, durante a palestra, destacou o fato que esta volta seria repentina, num piscar de olhos, e mandou todas as crianças olharem para ele porque iria falar algo bem sério.

Perguntou então, a cada uma, como seria se bem no momento em que Jesus voltasse, ela estivesse soltando um palavrão. Ou dando um soco no colega da escola? Ou lendo uma revista que não prestava? Ou …?

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Marta e Maria (e o Que Elas Têm a Ver Comigo?) Parte III

28 de setembro, 2007

Parte de uma Série:

  1. Marta e Maria (e o Que Elas Têm a Ver Comigo?) Parte I
  2. Marta e Maria (e o Que Elas Têm a Ver Comigo?) Parte II
  3. Marta e Maria (e o Que Elas Tem a Ver Comigo?) Parte III

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Na primeira postagem desta série, tentei transmitir um vislumbre do nosso retiro em família (com algumas pessoas “extras”) no fim de junho. Procurei retratar aqueles momentos que ficaram nas nossas memórias como singulares e efêmeros mosaicos sendo formado por 15 pessoas. Éramos parentes e amigos que retomavam o convívio após anos e até décadas de separação.

A maioria de nós já havia se complementado por longos períodos previamente, como elementos de outros mosaicos – escolhidos, polidos e colocados lado a lado com muita criatividade pelo supremo artista divino. Eu com minha irmã, há muitos anos, inseridas numa família holandesa, lá no longínquo Canadá. Ela com seu marido e seus filhos nos EEUU. Eu com os meus no Brasil. Os filhos e noras das duas irmãs, com seus colegas das escolas freqüentadas. Agora estávamos juntos, num casarão em Campos de Jordão—elementos reunidos por um pequeno tempo, depois de serem espalhados por Deus pelo mundo (de dois para três continentes), para se tornarem parte de outros mosaicos em formação e transformação, harmonizando, realçando ou sendo realçado…

Aqueles três dias haviam sido separados, com bastante custo, para possibilitar a criação de mais alguns quadros para serem gravados na nossa memória.

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