Categoria: ‘Blog’

A Spiritual Legacy—Part 1

14 de outubro, 2008

The promise is for you and your children and for all who are far off.

—Acts 2.39a

An Album full of Memories (1941)

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(I have translated the previous blog posting in order to share thoughts and memories of our spiritual legacy with the non-Portuguese-speaking members of my family (and any others who may be interested). Please feel free to comment at the end. Other postings in English can be found through the link “English” on the right-hand side.)

Ever since we moved (over a year ago) to our current apartment in São Paulo, Brazil, I have been occasionally intent on examining and re-organizing the contents of dozens of boxes that are the fruit of the accumulation of 35 years of marriage, four children, documents for companies where my husband worked, bills paid since 1974, etc., etc. So much stuff! I rarely have time to dedicate to this task but now and then I enjoy the pleasure of filling a garbage bag with paper items that are no longer relevant to our lives.

I bought some pretty (and smaller) boxes to substitute the old, mouldy or ugly ones which have stored the special memories of our lives as children and adolescents, of our siblings and children, of our parents and grandparents….  The memories of births, marriages and burials of the persons that were, or are, part of our family, both here and around the world, are being moved into these, as I discover the treasures in the middle of the “stuff”. And it is about one of these that I want to write this time.

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Uma Herança Espiritual—Parte 1

4 de outubro, 2008
Pois a promessa é para vocês, e para seus filhos e para todos os que estão longe.—Atos 2.39
(Um Albúm de Recordações (de 1941)

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Tenho estado ausente do meu blog por simples falta de tempo. Comecei várias postagens, mas todas ficaram no meio, por alguma razão ou outra. Vamos ver se termino esta, pois tenho viajado, palestrado, e faço parte de um Conselho Diretivo de uma Instituição de ensino e de um grupo de senhoras que trabalham com esposas de seminaristas. Além disso, trabalho com traduções e procuro escrever artigos, hospedar amigos e ainda cuidar da minha família. Tudo isso toma tempo e me deixa um pouco exasperada, às vezes, por não conseguir terminar o que quero…

Ao mesmo tempo, desde que nos mudamos (já faz mais do que um ano) para o apartamento atual, tenho o propósito de examinar e reorganizar o conteúdo das dezenas de caixas que são fruto do acumulo de 35 anos de convívio, quatro filhos, documentos de antigas empresas nas quais trabalhou o meu marido, contas pagas desde 1974, etc., etc. Haja treco!

Está me dando enorme prazer encher grandes sacos de lixo com as coisas que não são mais relevantes à nossa vida (e escondê-los de Mamãe porque ela consegue visualizar possíveis usos para qualquer pedaço de papel, e não importa que já tivemos uns dez mil outros iguaizinhos guardados há vinte ou trinta anos, sem serem aproveitados ☺ ).

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Only Six Little Words

21 de agosto, 2008
An anxious heart weighs a person down, but a kind word cheers up.—Proverbs 12.25

Posted on August 17, 2008 on the blog www.cronicasdocotidiano.com
by Elizabeth Zekveld Portela in São Paulo, Brazil

A few days ago I was reminded of the impact on my life of six little words, spoken by a lady that I actually never got to know very well. This happened when my sister forwarded me a thank you note that she had received via e-mail from the wife of a former college professor of ours.

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Apenas Seis Palavrinhas

17 de agosto, 2008

A ansiedade no coração abate, mas a boa palavra alegra.—Provérbios 12.25

Alguns dias atrás minha irmã me mandou um e-mail contendo um agradecimento da esposa de um antigo professor nosso. Este senhor acabara de passar três semanas convivendo com a igreja e a família da minha irmã, ensinando, pregando e participando de um sínodo. Foi hospedado e ciceroneado por eles e, agora, estava de volta no seu lar, no outro lado do país. Isso me relembrou do impacto, na minha vida, de seis pequenas palavras, faladas por esta senhora que nunca cheguei a conhecer bem.

Assim, meus pensamentos voltaram ao passado — aos tempos quando estudávamos (meu marido e eu) numa faculdade evangélica nos Estados Unidos. O Dr. Oliver era nosso professor de alguns cursos bíblicos—especialmente Filosofia da Fé Cristã (curso em Teologia Sistemática, usando o livro de Louis Berkhof). Nessa capacidade ele teve um enorme impacto na nossa compreensão das doutrinas reformadas—reforçando aquilo que ambos já havíamos aprendido desde crianças. Professor acessível, conversava bastante com meu marido e apoiou sua ida subseqüente ao seminário. Ele fazia parte do nosso dia-a-dia…

A sua esposa, a que escreveu para minha irmã, por outro lado, raramente aparecia na escola. De vez em quando, assistia a programações especiais. Eu a conhecia de vista, mas, sendo muito tímida, nunca me aproximei dela. Entretanto, um dia, creio que foi no meu segundo ano, ficamos lado a lado e ela começou a conversar comigo. Não me lembro do assunto, nem da ocasião, mas penso que devo ter falado algo que refletia a minha insegurança a respeito da minha aparência – magra, alta, acanhada com as pessoas.

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Alta, Magra e Tímida
Eu (com 12 anos e 1,75m), minha irmã e minha mãe, em 1964

As palavras que ela então falou me marcaram pelo resto da vida. Ela disse que sempre me admirava quando me via e falou: You carry yourself like a queen. (Você se porta como uma rainha.)

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Reflections on Two Churches — Redeemer Presbyterian (New York) and Mars Hill (Seattle)

10 de agosto, 2008

(Meu Filho traduziu o post anterior e resolvi postar esta adaptação para meus amigos e parentes que apenas lêem inglês).

(This blog posting was originally written in Portuguese and translated by my son in Bangladesh for his own use. I decided to “double-post” it so that family and friends might also have access to it, as well as other interested English speakers. These reflections came about after a three-week trip, from São Paulo, Brazil to the USA, in order to participate in our youngest son’s wedding in Boise, Idaho, at which time we also did some sightseeing in New York and family visiting in the Tacoma, Washington vicinity.)

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Reflexões sobre Duas Igrejas: REDEEMER (Nova Iorque) e MARS HILL (Seattle)

8 de agosto, 2008

Inicio aqui com o finzinho da postagem anterior http://www.cronicasdocotidiano.com/?p=300 e depois continuarei.

Ainda falta descrever uma coisa boa de Nova Iorque—a nossa ida a um culto na esquina da Broadway com Rua 79 no domingo, dia 15 de junho. A Redeemer Presbyterian Church, do Pastor Tim Keller, se reúne na First Baptist Church às 17 horas e às 19:15 (e em dois outros locais em mais três horários—ver http://www.redeemer.com/sundays/service_info.html .)

Esta experiência foi ainda mais interessante porque, dois domingos depois, pudemos contrastá-la com um culto no lado oposto do país, quando fomos à Mars Hill Church em Seattle, Washington, liderada pelo Pastor Mark Driscoll.

Esses dois pastores (Keller e Driscoll) são bem conhecidos nos Estados Unidos e, em paralelo a muitos elogios e considerável interesse de mídia, têm igualmente sido alvos de críticas e controvérsias. São pessoas que “emergiram” (por assim dizer) de alguns aspectos do conceito tradicional de “igreja”, tanto no formato quanto na liturgia, mas que lutam para manter intacta a sua fé e o seu compromisso com a Palavra de Deus (e com o Deus da Palavra) nas suas tentativas de alcançar o povo das suas respectivas cidades (verdadeiras missões urbanas). Isto faz com que sejam confundidos e, ao mesmo tempo, destacados, do movimento chamado “emergente” naquele país. Tínhamos curiosidade em conhecer os seus trabalhos pessoalmente, nestas raras ocasiões em que podíamos freqüentar uma igreja diferente, anonimamente, e sem compromisso (sem estarmos lá por Solano ser o pregador convidado—o que é normalmente o caso, no Brasil).

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A Caminho do Casamento do Nosso Caçula — Conclusão / Nova Iorque III

6 de agosto, 2008

Voltamos da nossa viagem aos Estados Unidos, no dia 01 de julho de 2008. Sobraram preciosas lembranças, quatro malas para desfazer e muitas fotos para revelar e colocar nos álbuns para mostrarmos aos amigos e parentes que nos visitam. Os “facebooks” e “Orkuts” dos meus filhos e os dos parentes dos noivos também estão repletos de fotos comentadas conforme a perspectiva de cada um.

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Os dias logo depois do casamento foram muito cheios de atividades e não sobrou tempo para completar o que eu havia escrito e para organizar as minhas anotações. Pensava comigo mesmo: “quando chegar, completo tudo”. Mas, uma vez no Brasil, parece que os dias ficaram mais cheios ainda…

Agora já estamos todos em casa, sem incidentes maiores—um casal de filhos (com nosso primeiro neto em formação) está de volta a Bangladesh; os noivos retornaram a Los Angeles depois de passar a lua-de-mel em Havaí; nossa filha e nora chegaram bem dos seus estudos na Alemanha; e o nosso filho do meio ainda conseguiu passar uns dias com uns amigos, em Pennsylvania, antes de regressar.

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Ninguém adoeceu na viagem—nem ao menos um resfriado ou distúrbio gástrico nos perturbou. Todas as malas chegaram aos seus destinos—apenas uma demorou dois dias para re-aparecer dos caminhos obscuros do tráfego aéreo, mas já no fim da jornada – e ela chegou intacta. Não merecemos tantas bênçãos e somos muito gratos a Deus pelas alegrias, belezas e confortos dos quais pudemos desfrutar.

Estou sem saber se ainda tento resumir os dias e eventos de lá ou se meramente continuo com novos assuntos. A nossa viagem teve três fases—Nova Iorque, Boise (Idaho) e Seattle (Washington). Agora voltarei a escrever um tiquinho mais sobre como fomos tratados em Nova Iorque e, na postagem seguinte, continuarei com alguns pensamentos sobre missões urbanas, refletindo sobre os esforços de dois pastores (Tim Keller e Mark Driscoll) em duas igrejas que visitamos nos domingos que passamos nos EUA (em Nova Iorque e Seattle). Talvez, em outra hora, eu ainda consiga contar algumas impressões do casamento e sobre a preciosa estadia e convivência com nossa família. Veremos…

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O Casamento do nosso Caçula
(Acontecimentos Periféricos)

23 de julho, 2008

Quando minha sogra se mudou para morarmos juntas, em 2007, uma querida amiga em Recife lhe deu um presente de despedida. Eu já escrevi sobre essa amiga antes em http://www.cronicasdocotidiano.com/?p=169 , num trecho perto do fim do artigo quando comentei como uma boa acolhida pode resultar em amizades duradouras e de efeito permanente. Continuei: Tenho uma amiga muito especial que encontrou abrigo no meu coração há 36 anos quando ela me hospedou na sua casa (então em Sergipe), numa viagem que fiz pelo Brasil com meu noivo (atual marido) e futuros sogros em 1971.

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Esta amiga (V…) perdeu a mãe cedo na vida e Mamãe sempre foi uma das pessoas que lhe servia como referencial, ouvindo, aconselhando e orando por ela. Da minha idade, ela agora já assumiu o mesmo papel para parentes e amigos, e a sua espontaneidade, alegria e entusiasmo servem como fonte de encorajamento para muitos.

Pois é, minha amiga tem o dom de se colocar no lugar dos outros e está sempre tentando imaginar como melhorar e animar a sua vida.

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Habilidade, Arte e Solidariedade

16 de julho, 2008

Já faz duas semanas que voltamos dos Estados Unidos. Ainda pretendo publicar várias postagens sobre as bênçãos daquele período, sobre as quais já comecei a escrever. Entretanto, agora, quero inserir um relato sobre uma visita que fiz ontem, juntamente com duas outras senhoras que fazem parte da liderança do grupo “Conte Comigo”. Nosso trabalho é com as esposas dos seminaristas que vêm de todas as partes do país para estudar no seminário da nossa denominação, localizado em Campo Belo (Rev. José Manoel da Conceição – JMC). Normalmente, o nosso envolvimento tem sido mais com a parte espiritual e relacional, promovendo estudos e encontros com elas.

Aos poucos, entretanto, Deus está começando a chamar a nossa atenção à possibilidade de também interagirmos com as necessidades materiais destas famílias, especialmente com a chegada do frio. Desta vez uma senhora do nosso grupo (Dona Oneidia) pediu a ajuda de uma igreja, com doações focadas especialmente em aliviar o frio daqueles que vieram de lugares mais quentes. Assim, ontem à tarde, fomos receber o que angariaram, propositadamente no dia em que senhoras da igreja se reúnem para costurar e fazer trabalhos de artesanato. Tendo levado a minha máquina fotográfica mais caneta e papel, tornei-me a repórter involuntária desta visita, para compartilhar o que vimos com as outras senhoras da liderança do nosso grupo. E já que eu estava com a “mão na massa”, resolvi blogar sobre o assunto.

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Betty, Minka, Claudia e Oneidia

Fomos levados a uma sala cheia de mesas, máquinas e armários, onde estavam umas dez mulheres, mais uma menina, sentadas ao redor das mesas, trabalhando e conversando. Desta vez, não vi ninguém costurando—todas estavam bordando, fazendo crochê ou pintando. Uma senhora chamada Claudia nos fez as honras, como cicerone, e foi explicando o trabalho, daquilo que nos pareceu uma bem-estruturada obra de beneficência.

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A Caminho do Casamento do Caçula—Nova Iorque

20 de junho, 2008

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Por falta de tempo, apenas agora estou tentando completar estes pensamentos que iniciei em Nova Iorque. É cedinho de manhã, em Boise, onde já estamos reunidos como família. Todos dormem ao meu redor—em três quartos, em colchões de ar na sala… Depois de centenas de horas acumuladas pela família Portela voando pelos ares deste planeta, e mais algumas outras em carros emprestados ou alugados, e depois de muitas mensagens de texto enviadas via celulares para avisar onde estamos e quando esperamos chegar, estivemos alojados todos juntos numa casa por dois dias, saindo para ajudar com as preparações, fazer compras, tirar fotos…

Hoje é dia do ensaio do casamento e do rehearsal dinner (jantar do ensaio onde os pais do noivo custeiam um jantar para todos os participantes). Também pousarão dois dos meus irmãos, com suas outras metades, no aeroporto daqui, iniciando a incursão da minha família norte-americana. Serão mais encontros e reencontros pois a família tem crescido e ainda não conheço cônjuge e filhos de algumas das minhas sobrinhas. Minha filha e nora devem acordar daqui a pouco pois querem rodar os yard sales da área comigo (liquidações de vizinhos de uma rua, onde colocam tudo que não querem mais no quintal da casa) antes de irmos para a igreja ajudar na decoração do salão de recepção.

Faz três anos que estive nos Estados Unidos pela última vez (para casar o nosso mais velho) e 34 desde que morei neste país (mas não sou americana).

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