Arquivo de março de 2006

Minha Sogra… Minha Mãe

8 de março, 2006

Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo… Efésios 1.5 (NVI)

(Isabel escreve para sua irmã, no exterior: trechos dos e-mails)

Sexta-feira
Querida Nelita:
Estou “de volta ao lar”, passando um tempinho com meus queridos sogros. Já que Neto* teve que viajar, e nossos filhos estão todos fora, resolvi pegar um avião e juntar a minha solidão à deles.

Estou me deleitando em ser “filha” de novo, sendo paparicada com todo tipo de comidinha gostosa— tapioca, cuscuz, queijo assado, macaxeira, inhame, banana comprida, bolo de rolo, doce disso, doce daquilo— tudo que o nordeste tem a oferecer… Nem penso em fazer regime aqui! ☺ De vez em quando Papai** me diz—“Filha, você não tem idéia de como estamos felizes em ter você conosco.” Falam, “Coma, filha….” “Descanse…”

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A Frustração que Virou Bênção

8 de março, 2006

Pergunte, porém, aos animais, …, ou às aves …. Quem de todos eles ignora que a mão do Senhor fez isso? Em sua mão está a vida de cada criatura e o fôlego de toda a humanidade.—Jó 12.7-10 (NVI)

O portão se abriu e Isabel guiou o carro até dois rapazes uniformizados, cada um com uma grade nas mãos. Baixou o vidro elétrico. Acionou mais uma vez o interruptor e a janela subiu até fixar a proteção de metal. Ao seu lado, sua amiga Júlia fez o mesmo e entraram no setor dos macacos. Voluntariamente, os ocupantes do carro estavam em um zôo invertido: as pessoas trancafiadas numa jaula motorizada e os animais correndo soltos. Três adultos e três crianças se divertiam com as travessuras dos curiosos habitantes do parque. Riam das cômicas carinhas de macaquinhos que se dependuravam do teto do automóvel, esticando os braços para alcançar os amendoins oferecidos.

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Memorial para o Meu Pai

7 de março, 2006
Gilbert Zekveld (13.01.1928 –28.12.2002)
Memorial escrito por Elizabeth Zekveld Portela,
Lido no funeral em Lindsay, Ontário, Canadá

Aqui estamos, nesta tarde, todos juntos lembrando Gilbert Zekveld, nosso amado pai, avô, irmão, tio e amigo.

Ao nascer, em uma fazenda perto do vilarejo de Aarlanderveen, no sul da Holanda, em 13 de janeiro de 1928, Gilbert recebeu o nome de Gijsbertus Zekveld. Ele foi o segundo de sete filhos. A maior parte de sua infância foi vivida nos anos da grande depressão e durante a sua adolescência a segunda guerra mundial assolou tanto as nações vizinhas como o seu próprio país, terminando um pouco antes dele ter idade para ser convocado ao serviço militar. Seu caráter foi forjado durante esses anos difíceis na medida em que ele observava como seus pais, tementes a Deus, agiam e reagiam com coragem às circunstâncias difíceis que os rodeavam. Assim ele aprendeu uma vida de frugalidade e de trabalho diligente na propriedade da família.

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A Menina e o Livro

7 de março, 2006

Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada. –Hebreus 13.16 NVI

—Mãe, comprei um livro pra senhora.
Isabel ficou surpresa. Seu filho, Gabriel, acabara de chegar da Bienal do Livro. O que ele teria escolhido para ela?
—Eu me lembrei da vez que a senhora procurava as Crônicas de Nárnia e ninguém achou. Aí eu vi e comprei.
Isabel olhou atônita para o livrão que ele segurava. Era lindo! Parecia um volume de uma luxuosa enciclopédia.
—É muito bonito, balbuciou, enquanto começava a folhear as páginas.

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Um Coral que Cantou e Encantou

3 de março, 2006
(Hospedeiros Relutantes, Hóspedes Receosos)
Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! –Salmo 133:1

Isabel folheava a pilha de questionários que havia trazido da igreja. Seus olhos percorriam os comentários: Parabéns ao Rev. Eliseu pela idéia magnífica!… Ganhei mais duas amigas em Cristo…. Se precisarem de novo, podem contar conosco…. Agora, pessoas de um outro estado estão orando pela salvação do meu marido…. Sempre quis conhecer o Rio e agora já tenho onde me hospedar…. Nunca ri tanto!… Comovida, pensou—“Quando será que vou aprender? Novamente o Senhor abençoou, apesar da minha relutância e pouca fé.”

Sua mente voltou no tempo….

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Posso Me Enfeitar?

3 de março, 2006

É certo usar jóias ou maquiagem? A resposta a esta pergunta continua sendo bastante polêmica para muitas mulheres e moças na igreja cristã. Dentro da nossa denominação, a controvérsia talvez não seja tão grande, pois a maioria usa. Mas, muitas vezes, quando confrontadas por irmãs que se abstêm do uso de adornos, ficamos sem resposta bíblica às suas principais argumentações, mas continuamos com as mesmas práticas. Isto é preocupante.

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Conte Comigo (Resenha)

2 de março, 2006

Wanda de Assumpção, CONTE COMIGO: O Valor da Mulher como Ajudadora (São Paulo, Editora Mundo Cristão, 1998) 212pp.

(O material grifado faz parte do meu texto original mas não aparece na Publicação)

Wanda de Assumpção atua há muitos anos como uma excelente tradutora —especialmente de livros relacionados com o casamento. Em Conte Comigo ela associa o seu conhecimento acadêmico com uma grande riqueza de experiência em seus mais de quarenta anos de casamento e trabalho de aconselhamento. Este livro segue dois outros sobre a família (…E os Dois Tornam-se Um e …E Deus Fez a Mulher), também publicados pela Editora Mundo Cristão.

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Com Quem devo me Casar?

1 de março, 2006
Carta para uma moça professando a fé evangélica que estava namorando um rapaz descrente. Ela havia ligado para mim querendo saber a minha opinião. Com cuidado, tentei ouvir e depois resumir o que acreditava ser a resposta de Deus para ela, sem ter a Bíblia em mãos. Mais tarde escrevi a carta. Quando leio o que escrevi, dez anos mais tarde, percebo que eu mesma quero fugir do uso de termos como “submissão” e “seguir”. Não que eu não acredite mais nesses conceitos. Eles fazem parte da minha vida diária e sei que sou feliz por causa do meu entendimento deles e que eles resultaram no maravilhoso companheirismo que meu marido e eu temos desenvolvido durante 33 anos.

Mas tenho medo de afugentar os possíveis leitores. Isso me assusta, porque vejo como a rejeição a estes termos tem tomado conta até das mulheres cristãs.

Como vamos, então, compartilhar os conceitos bíblicos? Existe uma semântica para o século 21 que expressa adequadamente o que Deus imaginou quando criou o homem e depois a mulher para formar um casal? O que Ele pretendeu quando delineou os princípios para o relacionamento através dos escritores bíblicos? As mulheres jovens tendem a se afastar quando alguém quer falar para elas sobre estes princípios. Procuram avidamente pelo caminho de “igualdade” no seu relacionamento conjugal, enquanto recusam-se a perceber que aceitam, esperam e exigem hierarquia (lideres e liderados, chefes e empregados) em outras áreas da sua vida — no emprego, na escola, no supermercado, na revenda, na farmácia, no governo… Mas não pretendo escrever mais sobre isto agora. Só vou compartilhar a carta com quem estiver interessado em procurar o caminho de Deus para a felicidade, o qual acredito ser comprovadamente o melhor …

Escrita em setembro de 1996.

Querida ———-:

Foi bom falar com você por telefone e fico contente que você pode ver a mão de Deus lhe fortalecendo através das dificuldades passadas…

Faço parte de um grupo de senhoras que estuda a Bíblia em conjunto … e alguns versículos que lemos em I e II Coríntios me fizeram lembrar da nossa conversa telefônica. Assim, esbocei alguns pensamentos dirigidos a você. Agora vou tentar organizar e transmití-los.

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My Purse is Gone! What do I do now, Lord?

1 de março, 2006

Guarulhos airport, São Paulo, Brazil.

Neto and Isabel had gone there to meet a Dutch cousin of hers. He, together with his wife, was making a tourist excursion through Brazil. When they discovered that they would have a four-hour wait, they had written to suggest that they meet. So, after the initial greeting, they took care of the check-in for the next phase of the trip and then went to drink guaraná in the restaurant of a well-known fast food chain, sitting down way in the back. Isabel and Lia sat on a sofa with their backs to the wall and Neto and Alex placed themselves on the other side of the table. They joined hands and closed their eyes while Neto asked God’s blessing on the food, on those moments together and on the remainder of the couple’s trip.

The couples pulled out albums with the photos that represented their lives and stayed there showing them to each other and talking animatedly. At a certain point, cousin Alex pulled out two photos, with relatives that they shared, to give to Isabel. Since she wanted to remember the name of each person, she put out her hand to take her pen from her purse. Startled, her eyes met Neto’s.

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Eulogy for Gilbert Zekveld

1 de março, 2006
January 13, 1928—December 28, 2002

As we are gathered together here, this afternoon, we remember Gilbert Zekveld, our beloved father, grandfather, brother, uncle and friend.

Gilbert was born as Gijsbertus Zekveld, on January 13, 1928, on a farm near the town of Aarlanderveen in South Holland, the second of seven children. Most of his childhood encompassed the years of the great depression, while the Second World War raged in and around his country throughout much of his adolescence, ending shortly before he reached military age. His character was forged during these difficult years, as he watched his Godfearing parents act and react with courage to the difficult circumstances around them, and as he learned to be frugal and to work diligently on the family farm.

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